Reunindo
o maior acervo da Baixada Santista sobre a história da população negra e a
mulher , é ponto de referência para estudantes e professores
de escolas e universidades da rede pública e privada e toda população que desejam cohecer a nossa verdadeira história.
Nas
pesquisas ao acervo, estudantes e visitantes recebem orientação
pedagógica das professoras da Casa que também atendem
às demandas dos/as professores/as sobre o conteúdo
e metodologia que podem utilizar para ensinar a história
e cultura negra em sala de aula para o cumprimento da Lei 10639/03.
Atualmente,
o Centro de Documentação vem recebendo um crescente
número de pesquisadores/as provenientes de outros estados e países .
Todos
os anos escolas de diversos municípios da Baixada Santista
agendam visitas de classes do Ensino Fundamental para conhecerem
o acervo cultural da CCMN que inclui, além de livros, jornais
e revistas negras, esculturas e máscaras africanas e uma
exposição permanente de fotos de Pierre Verger sobre
os orixás na África e na Bahia doadas pelo autor quando lançou o livro os Orixás em nossa
sede em 2003.O acesso ao acervo é feito mediante pequena taxa de contribuição anual.
Casa de Cultura da Mulher Negra dispõe vasta bibliografia sobre questão racial
Com o objetivo de colocar em prática a Lei 10.639/03, que inclui no currículo oficial das escolas de educação básica das redes pública e privada a obrigatoriedade do estudo da temática História e Cultura Afro-brasileira, a Casa de Cultura da Mulher Negra (CCMN) disponibiliza aos educadores interessados no assunto um acervo de cerca de 450 livros, teses, pesquisas e apostilas em seu Centro de Documentação Carolina de Jesus. O local, coordenado pela Professora Urivani Rodrigues de Carvalho, funciona das 9 às 17 horas, na Rua Primo Ferreira, 22, no Boqueirão. Além de oferecer uma vasta bibliografia para consultas, o espaço vende e aceita encomendas de materiais sobre a questão racial. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 38779455-Jornal o D.O.
É intensificada a luta contra o racismo –Jornalismo Online-Unisanta
Por Djamila Ribeiro
O racismo tem sido discutido mais intensamente na sociedade brasileira. A forma como a população negra tem sido tratada ao longo da história vem sendo revisada, principalmente após a discussão das cotas. Mas como será que a mídia trata esta questão? O livro Mídia e Racismo, da editora Pallas, traz uma coletânea de artigos de artistas e jornalistas, como Miriam Leitão, sobre a visão da mídia sobre a comunidade negra.
Urivani Rodrigues de Carvalho, coordenadora da Casa de Cultura da Mulher Negra, considera que a mídia muitas vezes é mais um modo de exclusão da comunidade negra. "Muitas vezes a mídia só vem a reafirmar o preconceito e estereótipos". Para Urivani, é muito importante que a questão seja tratada de forma aberta. No nosso centro de documentação, é possível encontrar este material e muitos outros que falam do negro como ele merece".