Laroyè
Histórias de Oyá
Mâe Stella : Uma estrela de Axé
Um Griot no Ilê Asé

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Histórias de Oyá (1)

Mãe Stella de Oxóssi (2)

Eparrei é a saudação para
o Orixá Iansã ( Oya ).
(1) Oya em yorubá quer dizer rápido.


Iansã é um orixá caracterizada pela rapidez nos seus atos e pensamentos. Foi Iansã que instituiu o ritual axexe ou ajeje, que vem a ser vigília.
O axexe é um ritual, em que durante 7 dias se homenageia a pessoa falecida com cânticos, danças e alimentos.
Para quem entende algumas das tradições há de ver que é um ritual muito forte e completo, quando são ditas palavras que nos levam à realidade que a morte é apenas uma mudança de estágio e que o ser não se acaba. Passa de ser humano para ancestral, quando será sempre presente em nosso pensamento.

Perante a morte ( Icú ) todos são iguais. Ela não descrimina.
Daí diz a cantiga: Morte eu lhe saúdo. A morte tanto leva o velho como a criança.
Esse é o maior exemplo de que entre os seres humanos, todos têm os mesmos direitos, independente de etnia, classe social ou financeira.

Outro exemplo de direitos humanos, se encontra na lenda em que Iansã é a maior protagonista:

Quando Deus ( Olorum ) deu atributo a cada Orixá, deu a Osaim a responsabilidade de cuidar dos vegetais. Daí ele passou a ser o Orixá médico.
No entanto as folhas não servem só pra remédio. Daí quando cada Orixá precisava de alguma tinha que depender da vontade de Osaim. Iansã achando que todos tinham direito às folhas, embora a responsabilidade fosse de Osaim, tomou uma atitude : provocou um vendaval.
Quando todas as folhas se espalharam cada Orixá pegou as que lhes convinha. Por isso apesar de Osaim ser o responsável pelos vegetais, cada Orixá tem direito a alguns apropriados.

Tiramos daí a lição de que dividir é bem melhor e que os direitos são iguais dentro. Digo, direitos essenciais. Os demais são adquiridos com o potencial de cada um.

(2) Mãe Stella de Oxossi
Iya Ode Kayode, Maria Stella de Azevedo Santos é desde 1976 iyalorixá do Ylé Axé Opô Afonjá, em Salvador/Bahia. Tem 2 livros publicados: “E daí aconteceu o encanto” (Stella Azevedo e Cléo Martins, 1988, edições das Autoras) e “Meu tempo é agora”, Editora Oduduwa/SP, 1993.
Bisneta de Konigbabé, africano da Abanigéria e dos Azevedo de Portugal, Mãe Stella nasceu em Salvador e ingressou no candomblé aos 13 anos. Assumiu o comando do Ylê Axé Opô Afonjá com 49 anos. Formada em enfermagem está aposentada da profissão e dedica seu tempo ao terreiro. Foi a primeira iyalorixá a escrever livros e artigos sobre a sua religião, gerando polêmica por se colocar contrária ao sincretismo religioso.
Artigo escrito para a Revista Eparrei – Edição de novembro/2002

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Um Griot no Ile Asè





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