Mulher e Saúde
Clique e Acessetambém
Gênero Notícias
Violência contra a Mulher/Gênero Poder/Mulher VD e Saúde
DomésticaTextos-Direitos-Deveres e Legislação





A Mulher  e o Direito à Saúde.

Camisinha feminina? Reportagem :Bota camisinha nela!

Aids e o machismo

LEI N o 10.778, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2003

SAÚDE DA MULHER :DST Doenças Sexualmente Transmissíveis

Dicas TPM e Menopausa

Leis:Casamentos e Direitos e a Educação dos Filhos

Gestante e maternidade

Uso de preservativos: Camisinha Feminina


Avanço da Aids entre mulheres está ligado a violência machista

 Machismo. A opinião é da diretora da Rede Feminista de Saúde, Maria Luisa de Oliveira, para quem as desigualdades são responsáveis pelo fenômeno conhecido como feminização da aids.
"A contaminação se dá em função das formas das relações sociais, que hierarquizam homens e mulheres", avalia Maria Luisa. "Com a impossibilidade de negociar praticas sexuais seguras, pelo poder que não têm nas relações sexuais, as mulheres ficam impedidas de exigir a camisinha."
No Brasil da década de 80 havia 25 casos de aids em homens para uma mulher infectada. Na última estatística, de 2006, a proporção passou a ser de 1,6 homens para uma mulher, sendo que entre adolescentes, são 13 meninas com aids para cada 10 meninos.
A diretora do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Ana Falú, também destaca o machismo como a causa "prioritária" da aceleração da doença entre as mulheres. "O parceiro entende que tem direito sobre o corpo da mulher e a violenta para ter sexo. Quando isso acontece com um homem contaminado implica o contágio da parceira."
Durante seminário para discutir formas de barrar a expansão da Aids nos paises de língua portuguesa, Falú também disse que a epidemia de HIV já tem uma cara por ser maior entre "mulheres negras e pobres". Segundo a diretora do Unifem, essas mulheres são mais vulneráveis porque sofrem com a violência por condição social, econômica e racial.
 "Para diminuir esse flagelo na vida das mulheres, precisamos trabalhar a cidadania com acesso à educação, ao trabalho e ao direito de decidir sobre o seu corpo", defende.
Dados do Ministério da Saúde mostram que 52% das mulheres infectadas não têm nenhuma escolaridade, ao indicar que a medida é a que mais se aproxima dos indicadores de pobreza. 
http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2008/03/24/Brasil/
Avanco_da_aids_entre_mulheres_est.shtm

Reportagem :Bota camisinha nela!
Por Fabiana Oliveira


Camisinha feminina?

Pouco conhecido, o método de prevenção divide opiniões em duas comunidades populares da Zona Oeste do Rio. A primeira vista, a estética chega a causar espanto. Algumas acham que é mais um incômodo para o corpo, literalmente, um saco! Outras deixam de lado o preconceito e experimentam as possibilidades de ter em mãos este preservativo, que ainda não tem variações de cor, nem sabor, mas aos poucos vem conquistando espaço na vida sexual da mulher brasileira.
Assim como o recurso utilizado pelos homens, o método é o único capaz de prevenir, ao mesmo tempo, a gravidez indesejada e as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Mas a camisinha feminina tem um diferencial, já que pode ser colocada até seis horas antes da relação.

 
Lançada na década de 90, no Brasil a alternativa ainda é restrita a um grupo muito pequeno de mulheres, que em sua maioria assustam-se ao vê-la pela primeira vez. Segundo a assistente social, Ana Paula Baptista, 31 anos, que trabalha com prevenção às DSTs/Aids nas comunidades de baixa renda do Rio, isso acontece porque geralmente,  há um desconhecimento do próprio corpo.
Há oito anos, Ana cumpre a rotina de visitar mais de oitenta bairros e favelas cariocas capacitando as lideranças locais para trabalharem com temas como relação de gênero, gravidez na adolescência, métodos contraceptivos e prevenção da Aids. Ela aponta que nesse percurso uma de suas maiores dificuldades está relacionada ao uso do preservativo. E quando se trata da camisinha feminina, os empecilhos são ainda maiores, pois muitas acham que vai machucar ou que é difícil utilizá-la. Além disso, diferentemente da masculina, ela ainda não é distribuída nos postos de saúde:

Catiane não gostou


Ana:Camisinha é pouco conhecida

“Muitas mulheres têm dificuldade de propor ao parceiro o uso da camisinha, principalmente por medo de serem discriminadas ao andarem com o preservativo na bolsa. Nas palestras que eu faço, algumas dizem que os homens geralmente não querem utilizar alegando que o casal tem uma relação estável ou até que tira o prazer. Aí está o maior equívoco das mulheres casadas ou que tem parceiro fixo; por confiarem na fidelidade do outro, acham que não precisam usar a camisinha”, explica.
Algumas etapas do processo de utilização da camisinha: cuidados ao colocar e retirar o preservativo

Uma outra opção

De acordo com as últimas pesquisas tem aumentado o número de mulheres com parceiros fixos que adquirem o HIV. Mas se o companheiro resistir em utilizar o preservativo, a mulher tem uma opção. A rapper Negra Lu, 38 anos, moradora da comunidade do Bateaumouche, no Mato Alto, Jacarepaguá, é uma das adeptas do método. Ela teve conhecimento da camisinha feminina através de uma atividade realizada por uma Ong, há cerca de 4 anos, e a partir daí não quer outra coisa:

“Acho a camisinha feminina bem mais prazeirosa. Me sinto muito bem com ela. Só uso a masculina se for na questão oral, com sabores. Nós mulheres não fomos aconselhadas a conhecer o nosso corpo. No início achei meio estranho, tinha medo que caísse. Depois acabei acostumando. Acho que é mais seguro para a mulher. Não tem aquela coisa, do cara não querer usar e por isso não vai ter relação. Várias vezes eu tive relação e meu namorado nem percebeu que eu estava com camisinha”, diz a também educadora social.

A história contada por Catiane Severo, 18 anos, também moradora do Bateaumouche, teve um resultado diferente.  Ela teve sua primeira relação sexual com 12 anos, e até os 17, quando engravidou de seu primeiro filho, nunca usou nenhum método contraceptivo. Somente após o nascimento do bebê, a jovem decidiu procurar um método preventivo. Através da indicação de uma amiga, decidiu usar a camisinha feminina. Mas parece que para ela, a experiência não foi muito boa:
Quando usei a camisinha feminina, achei muito estranho, uma sensação ruim, de incômodo. Meu namorado também não gostou. Ele disse que perde a sensibilidade. Achamos que era muito diferente. Penso que se tivesse outras cores, sabores, se ficasse mais igual a masculina, ia ser melhor. O remédio é mil vezes melhor, mas se usar o anticoncepcional sem a camisinha, não adianta. Sabe lá o que o homem está fazendo aí fora. Aí vai acabar dizendo que a mulher dentro de casa é que está passando a doença. Porque eles não vão assumir o erro. Agora eu insisto que meu namorado use camisinha”, diz determinada.

Divulgar para prevenir
Porém, até Catiane ter consciência da importância de usar um método preventivo demorou um pouco. Experiências vivenciadas em sua comunidade, além de palestras oferecidas por Ongs fizeram a jovem mudar de opinião, embora continue com o recurso tradicional. 
Mas para aquelas que querem recorrer a camisinha feminina aí vão algumas dicas: se utilizada corretamente, ela é tão eficaz quanto a masculina. Basta tomar alguns cuidados como, usá-la desde o começo do contato entre o pênis e a vagina; transar uma única vez com cada camisinha; guardá-la em locais frescos e secos e nunca abrir a embalagem com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la.
Se anteriormente o medo das mulheres era somente em não engravidar, hoje prevenir a Aids é uma outra preocupação. A moradora da Cidade de Deus, Valdiléia da Silva, 47 anos, usou anticoncepcional desde os 19. Depois de cerca de 14 anos recorrendo ao medicamento, optou por ligar as trompas. Na época, sua maior preocupação era não ter mais filhos. Ela encontra-se entre as mulheres que só recentemente conheceram a camisinha feminina e ainda não teve a oportunidade de utilizá-la. Segundo ela, um dos motivos é o preço, bem mais caro que a masculina (R$ 12, pacote com duas). Mas atualmente não dispensa o uso do preservativo masculino.

“Já vi várias palestras sobre como usar a camisinha feminina e gostei bastante. Quando tiver uma oportunidade, com certeza vou experimentar. Ainda tem muita gente com cabeça fraca, mesmo porque na maioria dos filmes pornô poucos usam. Acho que nestas produções isto deveria ser obrigatório porque acaba sendo um incentivo para os jovens criarem este hábito e aceitarem melhor a novidade ”, opina. 23/08/2006 -Visite o blog da jornalista Fabiana Oliveira
www.fabianaoliveirarj.blogspot.com

-Fonte:site : www.sitevivafavela.com.br


Notificação compulsória do caso de violência contra
a mulher pelos serviços de saúde


LEI N o 10.778, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2003


Estabelece a notificação compulsória, no território nacional, do caso de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde públicos ou privados.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1
º Constitui objeto de notificação compulsória, em todo o território nacional, a violência contra a mulher atendida em serviços de saúde públicos e privados.
§ 1º Para os efeitos desta Lei, deve-se entender por violência contra a mulher qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado.

§ 2º Entender-se-á que violência contra a mulher inclui violência física, sexual e psicológica e que:
   I tenha ocorrido dentro da família ou unidade doméstica ou em qualquer outra relação interpessoal, em que o agressor conviva ou haja convivido no mesmo domicílio que a mulher e que compreende, entre outros, estupro, violação, maus-tratos e abuso sexual;
   II tenha ocorrido na comunidade e seja perpetrada por qualquer pessoa e que compreende, entre outros, violação, abuso sexual, tortura, maus-tratos de pessoas, tráfico de mulheres, prostituição forçada, seqüestro e assédio sexual no lugar de trabalho, bem como em instituições educacionais, estabelecimentos de saúde ou qualquer outro lugar; e
   III seja perpetrada ou tolerada pelo Estado ou seus agentes, onde quer que ocorra.
§ 3º Para efeito da definição serão observados também as convenções e acordos internacionais assinados pelo Brasil, que disponham sobre prevenção, punição e erradicação da violência contra a mulher.

Art. 2º A autoridade sanitária proporcionará as facilidades ao processo de notificação compulsória, para o fiel cumprimento desta Lei.

Art. 3º
A notificação compulsória dos casos de violência de que trata esta Lei tem caráter sigiloso, obrigando nesse sentido as autoridades sanitárias que a tenham recebido.
Parágrafo único. A identificação da vítima de violência referida nesta Lei, fora do âmbito dos serviços de saúde, somente poderá efetivar-se, em caráter excepcional, em caso de risco à comunidade ou à vítima, a juízo da autoridade sanitária e com conhecimento prévio da vítima ou do seu responsável.

Art. 4º
As pessoas físicas e as entidades, públicas ou privadas, abrangidas ficam sujeitas às obrigações previstas nesta Lei.

Art. 5º
A inobservância das obrigações estabelecidas nesta Lei constitui infração da legislação referente à saúde pública, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.

Art. 6º
Aplica-se, no que couber, à notificação compulsória prevista nesta Lei, o disposto na Lei n o 6.259, de 30 de outubro de 1975.

Art. 7º
O Poder Executivo, por iniciativa do Ministério da Saúde, expedirá a regulamentação desta Lei.

Art. 8º
Esta Lei entrará em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação.

Brasília, 24 de novembro de 2003;
182 o da Independência e 115 o da República.


LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Humberto Sérgio Costa Lima
José Dirceu de Oliveira e Silva
 

Mulher  e o Direito à Saúde.

Lei 8.080 (1990) - Regulamenta o Sistema Único de Saúde, criado para atender objetivos Constitucionais. Nos artigos 2º e 3º , reafirma a norma constitucional e as recomendações internacionais de que “saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”.

Emenda Constitucional nº. 29 (14 de setembro 2000) - Altera os artigos 34, 35, 156, 160, 167 e 168 da Constituição Federal e acrescenta artigo ao ato das Disposições Transitórias, para assegurar os recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, beneficiando o atendimento à mulher.

Lei nº. 10.516 (11 de julho de 2002): institui a carteira nacional de saúde da mulher no âmbito do Sistema Único de Saúde

Emenda Constitucional nº. 41 (19 de dezembro de 2003) - Dispõe sobre diversos temas da Reforma da Previdência de interesse para a Mulher

Lei nº, 9.263 (2 de janeiro de 1996) - Regula o parágrafo 7º do Art. 226 da Constituição Federal, que trata do planejamento familiar, direito de homens e mulheres garantido na Constituição Brasileira. Veta os artigos que regulamentavam a esterilização voluntária mas estes vetos foram derrubados em 13/08/97 (Diário Oficial de 20/08/97). Os recursos anticoncepcionais que devem ser distribuídos pela rede pública de saúde de acordo com esta lei são: pílula combinada, mini-pílula, pílula injetável mensal e trimestral, diafragma, DIU, pílula anticoncepcional de emergência (com o argumento de que é cientificamente aprovada e não é abortiva; seu principal mecanismo de ação é impedir a fecundação, não interrompendo uma gravidez já estabelecida; é indicada em situações de relações sexuais desprotegidas e/ou nos casos de falha do método anticoncepcional.

Lei nº. 10.449 (9 de maio de 2002) - Autoriza a comercialização de preservativos masculinos de látex de borracha em todo e qualquer estabelecimento comercial, independentemente da finalidade constante do contrato social e das atividades deferidas no Alvará de Funcionamento.

Câncer Ginecológico

Lei nº. 9.797 (6 de maio de 1999) - Dispõe sobre a Obrigatoriedade da cirurgia plástica reparadora da mama pela rede de unidades integrantes do Sistema Único de Saúde - SUS nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer.

Lei nº. 10.223 (15 de maio de 2001) - Altera a Lei nº. 9.656, de 3 de junho de 1998, para dispor sobre a obrigatoriedade de cirurgia plástica reparadora de mama por planos e seguros privados de assistência à saúde nos casos de mutilação decorrente de tratamento de câncer.

Novas Tecnologias Reprodutivas

Lei nº. 8.974 (5 de janeiro de 1995) - Estabelece normas para o uso das técnicas de engenharia genética (inclusive fertilização in vitro e “barriga de aluguel”) e liberação no meio-ambiente de organismos geneticamente modificados (OGM), autorizando o Poder Executivo a criar, no âmbito da Presidência da República, a Comissão Técnica Nacional de Biosegurança.

Lei nº. 10.764 (24 de novembro de 2003) - Altera os artigos 240 e 241 da Lei nº. 8069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente. Inclui como crime a produção de atividade fotográfica ou de qualquer outro meio visual, utilizando-se de adolescente em cena de sexo explícito ou simulado; agravando a pena se o crime tem como vítima a criança.

Lei nº. 10.710 (5 de agosto de 2003) - Altera a Lei nº. 8.213, de 24 de julho de 1991, para restabelecer o pagamento, pela empresa, do salário maternidade devido às seguradas empregada

 Lei nº. 10.421 (15 de abril de 2002) - Estende à mãe adotiva o direito à licença maternidade e ao salário-maternidade, alterando a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº. 5.452, de 1º de maio de 1943, e a Lei nº. 8.213, de 24 de julho de 1991.

Lei nº. 10.317 (6 de dezembro de 2001) - Altera a Lei nº. 1.060, de 05 de fevereiro de 1950, que estabelece normas para a concessão de assistência judiciária aos necessitados para conceder a gratuidade ao exame de DNA, nos casos quando for requisitado por autoridades judiciárias nas ações de investigação de paternidade ou maternidade.

 Lei nº. 8.921 (25 de julho de 1994) - Dá nova redação ao inciso II do Art. 131, da Consolidação das Leis do Trabalho, retirando a expressão “aborto não criminoso”, ficando apenas “aborto”, como um dos motivos para não poder ser considerado falta ao serviço, a ausência ao trabalho.

Lei nº. 8.213 (24 de julho de 1991) - Regulamenta os planos de benefícios da Previdência Social das mulheres, como a aposentadoria diferenciada e o salário-maternidade.

Lei nº. 8.212 (24 de julho de 1991) - Dispõe sobre a organização da Seguridade Social e assegura, entre outros direitos às beneficiárias da, o pagamento do salário-maternidade.

Lei nº. 8.560 (29 de dezembro de 1992) - Regulamenta a investigação de paternidade e a forma de reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento; de filhos com registro de nascimento apenas pela mãe e sobre a ação de investigação de paternidade, nesses casos.

Lei nº. 8.861 (25 de março de 1994) – Garante a licença-gestante às trabalhadoras urbanas, rurais e domésticas e o salário-maternidade às pequenas produtoras rurais e às trabalhadoras avulsas. A regulamentação da licença-gestante limitou-se à previdência social. A Lei dá nova redação aos artigos pertinentes à licença-maternidade, artigos 387 e 392 da CLT; altera os artigos 12 e 25 da Lei nº. 8.212, de 24 de julho de 1991; e os artigos 39, 71, 73 e 106 da Lei nº. 8.213, de 24 de julho de 1991.

Lei nº. 9.029 (13 de abril de 1995) - Proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, e outras práticas discriminatórias, para efeitos de admissão ou de permanência da Relação Jurídica de Trabalho. A proibição inclui exigência de teste, exame, perícia, laudo, atestado, declaração ou qualquer outro procedimento relativo à esterilização ou estado de gravidez; indução ou instigação à esterilização, controle de maternidade etc. e determina penas para tais casos.

Lei nº. 9.046 (18 de maio de 1995) - Acrescenta parágrafos ao Art. 83 da Lei nº 7.210, de 11.07.84 (Lei de Execução Penal). Determina que os estabelecimentos penais destinados a mulheres sejam dotados de berçários, onde as condenadas possam amamentar seus filhos.

Lei nº. 9.601 (21 de janeiro de 1998) - Estabelece no contrato temporário a fixação do prazo mínimo de três meses, prorrogável por dois anos. Esse prazo mínimo e, além do mais a existência de um banco de horas contratuais, na maioria das vezes inviabiliza duas das “garantias” previstas neste mesmo instrumento: o gozo da licença gestante e a estabilidade provisória da gestante.

Lei nº. 10.317 (6 de dezembro de 2001) - Altera a Lei nº. 1.060, de 05 de fevereiro de 1950, que estabelece normas para a concessão de assistência judiciária aos necessitados para conceder a gratuidade ao exame de DNA, nos casos quando for requisitado por autoridades judiciárias nas ações de investigação de paternidade ou maternidade.

Lei nº. 10.421 (15 de abril de 2002) - Estende à mãe adotiva o direito à licença maternidade e ao salário-maternidade, alterando a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº. 5.452, de 1º de maio de 1943, e a Lei nº. 8.213, de 24 de julho de 1991.

Lei nº. 10.710 (5 de agosto de 2003) - Altera a Lei nº. 8.213, de 24 de julho de 1991, para restabelecer o pagamento, pela empresa, do salário maternidade devido às seguradas empregada e trabalhadora avulsa gestante.

Lei 8.142/90 e Resolução 33 (23 de dezembro de 1992) – respectivamente, rege os Conselhos de Saúde e traça recomendações para sua constituição e estruturação nos estados e municípios.

Exploração sexual
Segundo a deputada Iara Bernardi, outros projetos serão indicados pela bancada para serem analisados com a maior brevidade possível. Alguns deles foram originados da comissão parlamentar mista de inquérito que investigou a exploração sexual de crianças e adolescentes. O relatório final da CPI sugeriu mais de 20 alterações nos códigos Penal e Processual Penal e o indiciamento de mais de 250 pessoas.
Confira os projetos:
- PL 4851/05: tipifica como crime fotografar ou filmar, disponibilizar ou facilitar o acesso às cenas de sexo explícito ou pornográficas, envolvendo criança ou adolescente, na Internet.
- PL 4125/04: prevê que hotéis, bares e restaurantes exibam cartazes informando que é crime a exploração sexual de crianças e adolescentes.
- PL 4126/04: cria regras especiais para a realização de laudo pericial e psicossocial nos crimes contra a liberdade sexual de criança ou adolescente.
- PL 4850/05: tipifica os crimes contra a liberdade e o desenvolvimento sexual, crimes contra o desenvolvimento sexual de vulnerável, lenocínio, e do tráfico de pessoa para o fim de exploração sexual;
- PL 4852/05: prevê o fechamento definitivo de hotel, pensão ou motel que hospedar criança ou adolescente sem autorização escrita dos pais ou responsáveis.
http//legislação.planalto.gov.br/legislação.nsf/vim_identificação


SAÚDE DA MULHER :DST Doenças Sexualmente Transmissíveis

Essas doenças são transmitidas nas relações sexuais com pessoas contaminadas. Algumas delas nem são percebidas no inicio, mas, com o tempo, se manifestam de forma grave. Muitas pessoas têm vergonha de procurar um médico ao contraírem uma Doença Sexualmente Transmissível, e acabam tomando remédios caseiros ou pedindo conselhos a pessoas não habilitadas (balconista de farmácias ou amigo), o que dificulta a cura.
Procure sempre um posto de Saúde.

Como evitar...

O uso da camisinha e de espermicidas ajuda a evitar essas doenças. Ainda assim, é bom evitar ter relações com pessoas que tenham feridas, verrugas ou pus nos órgãos sexuais. Lembre - se que ter muitos parceiros aumenta a probabilidade de transmissão dessas doenças e o risco de se contrair o vírus da AIDS.

Sífilis

A Sífilis é uma doença que ataca homens e mulheres. Primeiro, duas a três semanas após a relação sexual, surge uma feridinha no pênis ou na vagina. Como a ferida não dói e some com o tempo, a pessoa pensa que está curada. Meses depois, surgem manchas pelo corpo, inclusive nas palmas e solas dos pés. Essas manchas também somem, mas a sífilis continua no sangue. Outros sintomas são: verrugas na região genital, feridas na boca, ínguas pelo corpo, febre, dores nas juntas e queda de cabelo. Se não for tratada logo, pode causar cegueira, paralisia, doenças no coração e até a morte.

Cuidados na gravidez

A mulher grávida deve fazer exame de sangue no começo da gravidez, pois a doença pode provocar o aborto ou passar para o bebê, causando problemas graves ou a sua morte. O tratamento adequado da mãe, logo no início da gestação, evita que a doença seja transmitida para o bebê.

Candidíase

A Candidíase é uma doença que é provocada pela diminuição da imunidade (por doença, gravidez ou stress) e que também pode ser transmitida pelo ato sexual. Os principais sintomas são: vermelhidão e coceira nos órgãos sexuais (pênis ou vagina) e ardência ao urinar. Na mulher, causa um corrimento de cor branca com aspecto de leite talhado que não possui cheiro. Deve ser tratada logo, senão a doença atinge as partes internas do corpo, dificultando a cura.

Cancro Mole

O Cancro Mole, ou Cavalo, manifesta – se de dois a cinco dias após a relação sexual com a pessoa que tenha a doença. Os sintomas são feridas dolorosas e com pus que aparecem na cabeça do pênis, na parte externa do órgão sexual da mulher (chamada vulva), no ânus e, mais raramente na vagina. Deve ser tratada logo, senão aparecem mais feridas, dificultando até o andar.

Dicas para mulheres com TPM.
O que fazer?

Todos os meses é a mesma coisa: os seios incham, as pernas ficam pesadas,a cabeça dói, vem a irritação, a depressão,a insônia. Segundo estudos, cerca de 35% das mulheres sofrem com alguns ou todos esses problemas às vésperas da menstruação.
Os sintomas variam muito conforme a mulher - a medicina já encontrou cerca de 150 sintomas que podem fazer parte do que chamamos de TPM, ou tensão pré - menstrual. Há aquelas que nem sentem nada. Há as que têm alterações de humor, ansiedade, insônia, vertigem, apatia, depressão, dor de cabeça, inchaço, falta de concentração, apetite voraz e incontrolável, em especial para açúcar.
Em geral, quem sofre mais são as estressadas, as mais velhas e as que têm mais estrogênio circulando: as gordinhas, as que vivem sob efeito sanfona, engordando e emagrecendo e as que têm intestino preso.
Uma pesquisa da Universidade de São Paulo mostrou que muitas mulheres sofrem de TPM e não sabem, pois não relacionam os sintomas com o anúncio as menstruação. Na visão médica, na TPM “de verdade” os sintomas se repetem a cada ciclo, chegam a interferir nos relacionamentos e no trabalho e somem assim que a menstruação desce.
Para tratamento, especialistas indicam antidepressivos, calmantes, diuréticos, vitamina B6 e ácido gamalinolênico, presente no óleo de prímula.
Mas, atenção: só tome remédio com indicação médica; e lembre - se: não use suplementos vitamínicos e minerais para substituir uma dieta balanceada.

Dicas para o período do climatério/ menopausa

A menopausa significa apenas o fim do período de fecundidade da mulher; não é o fim de sua capacidade reprodutiva nem de sua sexualidade.
Uma pesquisa norte-americana constatou que 10% das mulheres não sentem nenhum desconforto com a entrada do climatério (fase que antecede a menopausa); 80% sentem, mas acham que são suportáveis; e 10% acham que o desconforto é tão grande que é melhor tomar algum remédio.
Mesmo que os sintomas sejam muito incômodos, a reposição hormonal só deve ser usada se a mulher não se enquadra em nenhum caso que faça como os riscos sejam maiores do que os benefícios. Pesquisas recentes mostraram que a terapia de reposição hormonal pode aumentar os riscos de a mulher ter alguns tipos de câncer e problemas cardiovasculares. Por isso, é importante saber que existem alternativas de tratamento menos arriscadas e que podem também trazer alívio para vários dos sintomas incômodos da fase climatério/menopausa.

Lubrificação mais lenta não é o fim da sexualidade

Entre os 45 e 55 anos, os estrogênios no corpo da mulher vão diminuindo. A menstruação se torna menos abundante e mais irregular, até a interrupção final, a menopausa.
È nesse período que podem ocorrer as ondas de calor (“fogachos”), acompanhadas ou não de transpiração, problemas de sono ou de secura das mucosas.
É importante lembrar que esses sintomas são geralmente atribuídos à baixa de estrogênio, mas nem sempre estão presentes e não se devem apenas à baixa relativa dos hormônios.

Ondas de calor

Embora as ondas de calor sejam o sintoma mais freqüente, há poucos estudos sobre o assunto. Às vezes esse fenômeno é acompanhado de transpiração, palpitação ou vertigens.

O que fazer com ondas de calor?

O principal é procurar não ficar nervosa e refrescar - se com bebidas frias, ventiladores, leque etc. Vestir - se com camadas de roupas, para poder facilmente se desvestir, também ajuda.

Segundo especialistas, suprir a carência de vitamina F e dos ácidos graxos poliinsaturados já diminui pela metade as ondas de calor. Esses elementos podem ser encontrados nos óleos vegetais (de linhaça e germe de trigo) e nos óleos de peixe, que são benéficos para o sistema cardiovascular.

O que são diretos reprodutivos

São os direitos básicos que toda pessoa tem de decidir livre e responsavelmente se quer ou não ter filhos, o número e o espaçamento entre eles e de ter informações e os meios para usufruir do mais elevado padrão de saúde sexual e reprodutiva. A Constituição brasileira assegura o direito ao planejamento familiar, cabendo ao Estado fornecer os recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, sem qualquer tipo de coerção.
Entre os direitos reprodutivos inclui - se também o direito de homens e mulheres participarem com iguais responsabilidades na criação dos/as filhos/as e o direito à adoção e tratamento para a infertilidade.

O que são direitos sexuais

São os direitos que toda pessoa tem de desfrutar de uma vida sexual com prazer e livre de coerção e discriminação.
Incluem o direito:

  • de viver a sexualidade sem medo, vergonha, culpa, falsas crenças e outros impedimentos à livre expressão dos desejos;
  • de viver a sua sexualidade independente do estado civil, idade ou condição física;
  • a escolher o/a parceiro/a sexual sem discriminações e com liberdade e autonomia para expressar sua orientação sexual se assim desejar;
  • de viver a sexualidade independente livre de violência, discriminação e coerção; e com o respeito pleno pela integridade corporal do/a outro/a;
  • de praticar a sexualidade independentemente de penetração;
  • a insistir sobre a pratica do sexo seguro para prevenir a gravidez não desejada e as doenças sexualmente transmissíveis, incluindo HIV/ AIDS;
  • à saúde sexual, com acesso a todo tipo de informação, educação e a serviços confidenciais de alta qualidade sobre sexualidade e saúde sexual.

Fonte: SOS Corpo, Série Saúde Preventiva: Conversando sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos.-Agenda Rede Mulher de Educação



Casamentos e Direitos

Lei nº. 8.971 (29 de dezembro de 1994) - Regula o direito dos companheiros a alimentos e à sucessão, desde que comprovada a convivência há mais de 5 anos ou a existência de filhos.

A Mulher e a educação de seus filhos

A legislação brasileira reconhece o direito a creche para filhos de trabalhadores homens e mulheres e garante o ensino primário gratuito. Em 1990 o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) declarou como direito da criança de zero a 6 anos o acesso a creche e educação pré-escolar.

Lei nº. 8.978 (9 de janeiro de 1995) - Estabelece que os conjuntos residenciais financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação deverão, prioritariamente, contemplar a construção de creches e estabelecimentos de pré-escolas.

Lei nº. 9.394 (20 de dezembro de 1996) - Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, dispondo sobre Educação Infantil através de creches ou entidades equivalentes para crianças de até 3 anos de idade e pré-escolas para as crianças de quatro a seis anos de idade.

Lei  de iniciativa da Deputada Luiza Erundina garante direito  à  gestante  vincular-se à maternidade  
 
 Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei n°11.634/07, que garante o direito à gestante atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de conhecer e vincular-se a uma maternidade antes do parto. De iniciativa da deputada Luiza Erundina (PSB/SP), a lei que foi publicada no Diário Oficial da União  em 28 de dezembro de 2007  determina que a grávida também saberá previamente em qual unidade de saúde será atendida nos casos de intercorrência pré-natal.

Segundo Erundina, a nova legislação acabará com a indefinição a respeito da maternidade até momentos antes do nascimento da criança, o que ocasionava total insegurança para os pais, demonstrando assim a falta de planejamento e de organização dos serviços de saúde. "A peregrinação, de porta em porta, na busca por vaga em maternidades freqüentemente lotadas e inaptas a realizar partos mais complicados gera centenas de casos de partos de emergência e é fruto da falta de estrutura", explica a deputada.

Conforme a lei federal em vigor em todo o território nacional desde o dia 28  de dezembro de 2007, a vinculação da gestante à maternidade deve ser feita no ato de inscrição no programa de assistência pré-natal nos serviços municipais de saúde, sob a responsabilidade do SUS. O hospital ao qual se vinculará a futura mãe deverá ser comprovadamente apto a prestar a assistência necessária de acordo com a situação de risco gestacional. O texto afirma ainda que o Sistema Único de Saúde analisará os pedidos de transferência da gestante em caso de comprovada falta de aptidão técnica e pessoal da maternidade e cuidará da transferência segura da parturiente.

Enviado por  Mario Masi
Da Assessoria da deputada Luiza Erondina

(voltar ao topo)