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Literatura Afro:Especial Literário África o maior continenete do planeta |
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O CONTINENTE É UM DOS MAIORES DO PLANETA, A ÁFRICA O continente é um dos maiores do planeta, a ÁFRICA, e no seu interior o grande conjunto de etnias formou uma Cultura milenar, anterior à chamada cultura ocidental cujo marco inicial é a Grécia, forte a ponto de deixar marcas em vários países, entre os quais o Brasil. A cada período histórico que a “civilização branca” tomou contato com a “civilização negra”, a vitória pelas armas resultou sempre numa derrota ante as influências que a Cultura Negra lavrou na trajetória de cada nação confrontada. EM BUSCA DA IDENTIFICAÇÃO AFRO-BRASILEIRA Os historiadores costumam dividir a África em três áreas culturais – o *Sudão*, a Costa da *Guiné *e o *Congo*. O *Sudão*, com uma arte mais abstrata, apresenta quietude, interiorização e intensidade. Já o *Congo *tem uma arte mais exagerada, decorada, extrovertida. A Costa da *Guiné* fica geográfica e estilisticamente entre as duas. A arte sudanesa compreende o grupo Yorubá, que é, ao que tudo indicam os estudos, o que mais influiu na arte e cultura Afro-brasileira. Afirmou-se, durante muito tempo, que a arte africana, por ser tribal, era também uma arte anônima, algo já desmentido pelos últimos estudos, podendo-se inclusive identificar alguns mestres em cada uma dessas vertentes de cultura. Entretanto, sabe-se agora, também, que mais que a indivíduos, esses estilos eram ligados aos ateliês de trabalho, transmitidos, com pouquíssimas alterações, de pai para filho. E mais – compreendiam conceitos estéticos, entre eles o *jijora* (a semelhança moderada ao modelo, um equilíbrio entre o retrato e abstração); *Ufarahon* (a visibilidade – o plano inicial do trabalho devia segui-lo até os menores detalhes finais). *Didon* (a luminosidade – um brilho suave da superfície, de modo a ser um todo de luz e sombra). *Gigun* (uma postura correta e arranjo simétrico das partes da escultura, sem excluir um mínimo de assimetria nos detalhes menores). *Odo* (a representação do indivíduo em pleno vigor da vida) e finalmente *Tutu *(compostura e serenidade, qualidades igualmente requeridas para o comportamento humano). Levando em conta o domínio da escultura em madeira e também da metalurgia que possuíam esses africanos trazidos para o Brasil, podemos entender a sólida presença do Negro nas obras de talha e douração das igrejas Barrocas no nosso país, ficando comprovada a forte influência da Cultura Negra nas artes plásticas brasileiras, exatamente no seu nascedouro. Não se pode, portanto, negligenciar ou descartar o Negro quando se pretenda fazer história da arte, tanto quanto qualquer outro tipo de análise de fatos históricos, antropológicos, sociais ou econômicos do Brasil. Embora tal afirmativa expresse apenas o óbvio, não se tem insistido bastante ou explorado com a devida profundidade toda a diversificação e extensão do elemento africano na cultura material brasileira. Quando se faz referência à presença negra ou ao elemento negro, entenda-se que se trata das habilidades ou do gênio negro a serviço de projetos e cânones de uma visão de mundo branca nas artes plásticas. Ocorre que a produção artística Negra apresenta claramente características africanas, como, por exemplo, os anjos ou santos barrocos com traços negros, ou madonas negras como a pintura do teto da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Negros, em Recife. Mais freqüentemente, entretanto, os temas ou a imagem africana escondem-se ou disfarçam-se nas dobras dos mantos ou sob o peso do ouro da estatuária ou talha barroca, como os *otás* em seus nichos, as pedras sagradas incarnando a divindade africana, guardada nos santuários (*pegi*) das casas de culto afro-brasileiras. Em geral está embaixo de armação de madeira, recoberta de tecidos vistosos como o brocado, com toda a aparência de um sacrário. Esse elemento negro, portanto, dependendo das regiões, pode incluir desde utensílios domésticos até jóias e outros adereços de uso pessoal, como ocorre em Salvador e no Recôncavo baiano, para mencionarmos apenas uma região onde a presença negra é inequívoca e englobante. Todavia, essa presença pode ser facilmente percebida, embora ainda não totalmente estudada, no centro do Brasil, com os tambores e outros instrumentos e objetos musicais que acompanham o ritual e a dança dos *Candombes*, de origem *bantu,* e *Gege*, utilizados no Culto da Casa da Mina, no Maranhão. Nesse Brasil que também se iniciava, as artes industriais como as de carpinteiro, marceneiro, ferreiro, sapateiro, alfaiate e ourives, eram exercidas por Negros. O elemento Negro tem acompanhado como parte ativa também as artes no Brasil e fecundado os momentos mais ricos de sua história: suas figuras marcantes nos séculos XVII e XVIII o provam cabalmente. É nesse período que a arquitetura e a escultura desenvolvem-se acentuadamente onde os grandes nomes são de Antonio Francisco Lisboa (1738-1814), o Aleijadinho, o grande arquiteto e escultor das Minas Gerais, ou Valentim da Fonseca (1750-1813) que trabalhou no Rio de Janeiro, ou Francisco das Chagas, o Cabra, escultor notável do século XVII. A metalurgia, aplicada à fabricação de adornos e ornamentos pessoais já era fato corrente na África negra antes de qualquer contato com os europeus. Portanto, os escravos que vieram para o Brasil, sobretudo os que provinham da região ocidental, como os Yorubás, eram grandes conhecedores das técnicas metalúrgicas, daí seu trabalho nas minas de exploração do ouro e como ourives, na fabricação de requintadas jóias, hoje no acervo de museus. São as *“Jóias Crioulas”,* como as pulseiras do tipo *“copo”*, com sofisticada filigrana, as pulseiras de pingentes –os *“balangandãs*”, as “*pencas*” de prata ou cobre e os *amuletos*. Os *tocheiros* brasileiros em prata cinzelada, do período barroco, obedecem a uma técnica que todos os indícios sugerem a origem africana. As chapas de prata cinzeladas e acomodadas em castiçais, palmas e outros adornos de altar. A vestimenta com o *pano da costa*, as coroas (*odes*) e os adereços e emblemas. As artes domésticas e decorativas ainda merecem um levantamento mais detalhado, mas é nítida a influência africana na cestaria do Piauí, em palha trançada e colorida de buriti, bem como a cerâmica, com os vasos e pratos (alquidar) de oferendas. Núcleo de Comunicação /2004 /Maria Alice Peres. por Cintia Rabaçal Ele nasceu oficialmente em novembro de 1916 e no seu registro feito na Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, consta a paternidade de um certo sr. Ernesto Joaquim Maria dos Santos, mais conhecido como Donga. O recém nascido recebeu o nome de "Pelo Telefone" e ficou sendo, oficialmente, o primeiro samba da História. Às vésperas da 1ª Guerra Mundial o povo do Rio de Janeiro divertia-se em três diferentes carnavais: o dos pobres (e negros) na Praça Onze de Junho (centro da cidade); o dos remediados na então Avenida Central (atual Rio Branco, também no centro) e o dos ricos nos grandes clubes e nos corsos. O ritmo preferido pelos foliões da época era a marchinha, já derivada da marcha criada por Chiquinha Gonzaga em 1899. Os grupos que brincavam o carnaval na Praça Onze eram formados por negros baianos radicados na zona da Saúde (centro da cidade) e por ex-escravos vindos dos morros das proximidades, principalmente do Estácio. Todos eram músicos amadores e compositores anônimos, autores de maxixes e marchinhas em geral. Integrante de um grupo de "baianos" da Saúde, Donga foi um marco de pioneirismo ao registrar sua composição na Biblioteca Nacional, fato inédito entre o povão, àquela época. "Pelo Telefone" foi o grande sucesso do carnaval de 1917 e causou furor entre os freqüentadores da Praça Onze. Nos anos seguintes aconteceu uma quase guerra entre autores cariocas e baianos em torno da paternidade no novo gênero musical e da esperteza de Donga. No meio da briga, o samba foi evoluindo na sua marcação, aprimorando o ritmo e ganhando adeptos, rivalizando com as marchinhas durante os carnavais. Na década de 20 o grupo de sambistas do Estácio apareceu com um samba diferente, com marcação sincopada e irresistível, muito diferente do maxixe que influenciava os primeiros sambas. Era o nascimento do gênero como o conhecemos hoje e da primeira Escola de Samba, principal produto da manifestação cultural afro-brasileira. Fonte : http://www.portalafro.com.br/samba/samba.htm -Você Sabia? Sarah Boone, uma mulher negra, inventou a tábua de passar roupa. E Jan E. Matzelinger, um homem negro, inventou a máquina de colocar solas nos sapatos e Lloyde P. Ray, inventou a pá de lixo.
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