Programas Desenvolvidos pela CCMN:

01 Violência doméstica, racial e sexual
l 02 Por uma Educação sem Discriminação
03 Comunicação l 04 Centro de Documentação e Pesquisa Carolina de Jesus
05 Capacitação de Mulheres e Adolescentes Negras l 06 Geração de Renda & Resgate Cultural


Veja também em
Violência doméstica, racial e sexual:

02. Manual Violência Contra Mulher Um Novo Olhar
03. Programa Violência Doméstica, Racial e Sexual
04. Perfil dos Atendimentos do Serviço Jurídico e Psicológico da CCMN
05. Seminário Nacional 1999

CAMPANHA
Violência contra
a Mulher :
Uma questão
de Saúde Pública


A - Objetivos da campanha
Objetivos gerais:

Demos visibilidade à violência contra a mulher como uma questão de Saúde Pública;
Debatemos com entidades de mulheres que trabalham na área de Saúde e Violência um trabalho conjunto nessa temática;
Propomos políticas públicas sobre violência contra a mulher específicas para os Serviços de Saúde;

Objetivos Específicos
Oferecemos subsídios a profissionais de saúde e programadores/as de políticas de saúde e violência contra a mulher através de publicações e de seminários trimestrais e anuais de 1995 a 2005.
Debatemos os efeitos da violência intrafamiliar sobre a saúde da mulher e o papel estratégico dos serviços de saúde no apoio às vítimas desse tipo de violência;
Debatemos o uso de protocolos nos serviços públicos de Saúde para atendimento às mulheres vítimas de violência;
Trocamos de informações sobre experiências e iniciativas já implantadas nos serviços de Saúde;

B - Justificativa da campanha
Rota das vítimas passa pelos serviços de saúde
Sabemos que a maioria dos casos de violência contra a mulher / menina é praticada dentro do lar, entre quatro paredes, invisível, silenciada pela vítima, pela família e pela sociedade.
Sabemos também que, devido a essa barreira de silêncio, a maioria desses casos não chega a ser denunciada à polícia.
Quando a violência vira B.O. já vem ocorrendo há anos e está em fase crítica, muitas vezes, envolvendo tentativa de assassinato.
Muito antes de virar um caso de Polícia, a rota das vítimas passa regularmente pelos pronto-socorros, pelos ambulatórios e hospitais da rede de saúde, pelos ambulatórios de saúde mental, onde o medo faz as mulheres silenciarem. Sua autoconfiança, sua auto-estima estão doentes e não têm força sequer para pedir ajuda.
Hoje já sabemos que essa mulher vítima de violência no lar freqüenta muito os serviços de saúde. É conhecida nos meios médicos como polissintomática
.Esperamos que com a Lei Maria da Penha 11.340/06 aprovada e a lei que obriga a notificação nos serviços de saúde o quadro se modifique.

Papel estratégico dos serviços de saúde
Nos países em que já existem políticas públicas de saúde voltadas para a violência doméstica, existe treinamento dos profissionais de saúde para aplicar um questionário às pacientes com sinais de espancamento, ou violência sexual.
Isso permite uma intervenção mais cedo no ciclo de violência, a possibilidade de encaminhar essa mulher para serviços de apoio. Isso é fundamental para a mulher, que nessa altura está sem auto-estima nenhuma e que, por si só, não buscará ajuda.
Em relação à saúde da mulher negra, a discriminação racial agrava esse quadro tornando-a extremamente vulnerável a todo o tipo de violência e privações, com conseqüências terríveis sobre a sua saúde física e mental.
Na Baixada Santista e após vários seminários, lentamente o serviço público está se dapadando ás exig~encias da lei conquistada a duras penas pelo Movimento de Mulheres na década, e a CCMN com certeza contribuiu e tem contribuído para a implantação dos serviços.

De maio de 2007 a março de 2008 intensificamos a Campanha através da distribuição de panfletos em zonas estratégicas e distribuímos a Cartilha com o conteúdo da Lei Maria da Penha para as mulheres.
Nos banheiros femininos, nas políclinas, cinemas e locais onde o homem não entra continuamos desde 2000 afixando o Cartaz " O Silêncio Não Vai Proteger Você" com informações aonde a mulher podia solicitar apoio para sair do ciclo de violência.

Em janeiro de 2008 uma parceria inédita com o Sindicato dos Minérios conseguimos que 30.000 panfletos fossem distribuídos às mulheres junto com a entrega do gás de cozinha.É a sociedade civil fazendo a sua parte.Tivemos o apoio de organizações como Unifem.Solidariedad e Misereor que nos possibilitaram produzir o material e a Vereadora Cassandra PT foi a responsável pela interlocução com os sindicatos.

A Vereadora Suely Morgado e Fausto Figueira PT auxiliaram com a produção das Cartilhas com o Conteúdo da Lei 11.340/06 para as mulheres.

Atividades da Campanha
Desde 1995, quando iniciou a Campanha, diversos eventos foram realizados em nível nacional:
II Encontro Nacional de Organizações Populares “Violência contra a Mulher-uma questão de Saúde Pública” - organização conjunta com União de Mulheres de São Paulo - 1997;
Seminário Nacional “Saúde, Mulher e Violência Intrafamiliar” - 1999;
Seminário Nacional “Violência contra a Mulher & Saúde - Um olhar da Mulher Negra” - 2003.

Seminários Regionais de Capacitação no período de 1995 a 2006 com o apoio da Comunidade Europeía e War Want ,que possibilitou o pagamento do espaço, os materias e ajuda de custo e translado para as especialistas negras do Brasil convidadas da CCMN.

Em 2007 realiazamos o Seminários com Operadores de Direito voltado para a Juventude Brasileira convidada e lideranças locais.

Seminários com a Polícia Civil

Seminários com a Polícia Militar

Seminários com Professores

Seminários com Assistentes Sociais

Seminários com Religiosas

Seminários com Juventude

Seminários com Lideranças de Bairros

Desses eventos resultaram as seguintes publicações:
“Violência contra a Mulher-uma questão de Saúde Pública”
Anais do II Encontro Nacional de Organizações Populares - 1998;
“Violência contra a mulher - um novo olhar”
Anais do Seminário Nacional “Saúde, Mulher e Violência Intrafamiliar” - 2000;
• Normas Técnicas e Anais do Seminário Nacional “Violência contra a Mulher & Saúde - Um olhar da Mulher Negra”,
lançado em 2004.
Cartilhae Cartaz "O Silêncio não vai proteger você" distribuída em 2007

Folder sobre Violência Doméstica e HIV dirigida para o público jovem.

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