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"A noção dos direitos civis se tornou importante em termos da definição da luta nos anos 60”. Então eu pergunto como se pode avaliar politicamente tal situação? As mulheres organizaram o movimento. As mulheres organizaram o boicote de Montgomery no ano de 1955. E o que todo mundo sabe é o nome do jovem pastor que as mulheres pediram para que agisse como porta voz do movimento dos Direitos Civis chamado Martin Luther King. Mas ninguém sabe o nome das mulheres que fizeram o trabalho organizativo. Na medida em que se reverencia o Dr. King, ao mesmo tempo, deve-se criticar o movimento por seu fracasso em reconhecer o papel central que as mulheres desempenharam. Intercâmbio com negras americanas Nós sabemos que as mulheres negras dos EUA têm muito que aprender com as irmãs brasileiras sobre a saúde espiritual. Precisamos aprender a reverenciar as nossas ancestrais. Permitir que os ancestrais nos alimentem para que possamos continuar a nossa luta. Ao mesmo tempo em que a mulher negra é considerada a mãe da cultura brasileira , ela é ao mesmo tempo invisível. Música Negra e Sexualidade Para recuperar a contribuição da mulher negra anônima para o feminismo negro passamos, a seguir, a olhar e a analisar o blues. Observa-se, por exemplo, a existência de mulheres cantoras de Blues, que na época, era uma atividade- tabu. Mas, nesta modalidade musical, podia-se explorar qualquer tema relacionado à sexualidade. Após a abolição nos EUA, percebe-se que ele o povo negro americano não tinha liberdade econômica nem política. Havia a demanda por 40 acres de terras e uma mula, mas poucos conseguiram receber os 40 acres de terra. Só havia três formas de direitos através das quais os negros conseguiam ser livres: O direito de ir e vir e deixar as plantações; o direito a educação pelo qual muitos negros deram suas próprias vidas e o direito de escolher parceiros sexuais.A questão da sexualidade está ligada à luta do povo negro americano por liberdade. O Blues foi a primeira forma artística que emergiu após a abolição e as mulheres negras, nos anos 20, emergem como cantoras de Blues, como trabalhadoras, como profissionais e assim foram gravando músicas. A tradição oral é muito central na cultura americana e possui também seus próprios problemas e contradições. Como por exemplo, a mercantilização da cultura oral, como acontece com a black music nos EUA hoje. Isso torna a música disponível no mundo todo, porém cria uma certa hegemonia da cultura afro-americana, o que torna mais difícil reconhecer a cultura original de cada país da diáspora, especialmente quando se observa o tipo de mensagem que vem através das músicas, principalmente na faixa jovem. Essa é uma área em que todos nós precisamos refletir. Mas, historicamente, nos EUA, se tem a idéia de que o artista está lá para promover o entretenimento das pessoas. Dessa maneira, o profundo papel dos artistas, o de colocar uma nova consciência, se perde de vista, porque os artistas têm recursos visuais e performáticos. Eles usam o corpo como forma de expressão artística. Eles têm maneiras de dizer as coisas que o discurso político não dá conta. Quando se fala de uma pessoa que ficou famosa na Europa, por exemplo, isso é importante, se ela for uma porta- voz da luta contra o racismo. Essa atitude para o artista brasileiro é importante porque o Brasil encontra lá fora a idéia do mito da democracia racial. As mulheres cantoras de Blues dos anos 20 sabiam como falar desses problemas que acontecem nos relacionamento e falavam abertamente sobre eles. Mesmo considerando que elas não tinham o recurso vocabular que nós temos hoje para falar a respeito do aspecto político da violência doméstica, elas nunca esconderam isso. Elas nunca fingiram que isso não acontecia. E muitas mulheres que cantavam Blues compartilhavam com as outras mulheres o fato de que dentro de uma situação de violência o que elas deviam fazer é cair fora. Hoje, nos EUA, em função do crescente empobrecimento, as mulheres negras pobres têm sido responsabilizadas pela própria miséria e as mães solteiras, geralmente colocadas nos serviços da Previdência Social, são colocadas como as reprodutoras da pobreza e da marginalidade. Sobre as Políticas afirmativas Os conservadores dos EUA propagam a idéia de que, com as lutas do passado, já atingimos uma democracia racial”. Felizmente, a luta por ações afirmativas nos EUA foi abraçada por outros países, portanto, é o momento de o mundo fazer grandes ações de solidariedade que, de alguma forma, assegurem os direitos dos povos que foram discriminados ao longo da história. Acredito que um movimento forte por ações afirmativas, no Brasil, pode nos ajudar a desmobilizar esses grupos que estão tentando acabar com a política por ações afirmativas nos EUA e no Brasil".
Segundo Ângela Davis, se ela fosse tentar sintetizar as suas impressões das visitas às prisões ao redor do mundo que na sua maioria, foram visitas a prisões femininas, incluindo três penitenciárias que visitou involuntariamente, teria de dizer que elas eram sinistramente parecidas. Ela sempre se sentiu como se estivesse no mesmo lugar. Não importa o quão longe viajasse através do tempo e do espaço - de 1970 a 2000 e da Casa de Detenção feminina em Nova Iorque (onde ela mesma esteve presa) até a prisão feminina em Brasília, Brasil .Isso a levou a pensar no trabalho sobre o desafio de repensarmos as fronteiras entre as ciências sociais e as humanidades, como um meio de reflexão específica sobre as mulheres nas prisões.
Resumo Núcleo de Educação CCMN-Pesquisa/Tradução de Joana Londirá - Fontes de Apoio: -http://www.speakersandartists.org/People/AngelaDavis.html-Revista Raça Brasil 1997 -Site - A Quilombola -.Movimento Hip Hop. Angela Yvonne Davis-EUA- filósofa, escritora e pesquisadora; uma mestra, que influenciou as lideranças do movimento de mulheres do Brasil contemporâneo. Aos 63 anos, ainda mantém a mesma coerência política nas questões de gênero e de raça. Angela Yvonne Davis, filha de um mecânico e de uma professora de Artes, nasceu em Birmingham, Alabama. Passou a infância e parte da adolescência na região conhecida por Colina Dinamite que recebeu esse nome devido ao grande número de casas de negros dinamitadas pelo Ku Klux Klan. Sua mãe foi uma ativista a favor dos direitos civis atuando no NAACP em Birmingham. A menina Ângela sempre estudou em escolas segregadas e com uma bolsa de estudos, mudou-se para Nova York para estudar Literatura em uma escola progressista de Greenwich Village,. Em 1961, Angela Davis foi para a Universidade de Brandeis, em Waltham, Massachusetts onde estudou francês indo aprimorar seus estudos de Literatura durante um ano na Sorbonne, em Paris. Pouco depois de voltar para os Estados Unidos, presenciou o assassinato de quatro colegas negras em uma explosão na Igreja Batista, em setembro de 1963. Durante uma conferência de Malcolm X, na Universidade de Brandeis, em 1965, ela era uma dentre os cinco estudantes negros matriculados e presentes no evento. "Nós acreditamos que o povo negro não estará livre, enquanto não formos capazes de determinar nosso próprio destino". Este era um dos lemas das Panteras Negras, grupo político que revolucionou o Movimento Negro Americano entre os anos 60 e 70. Os Panteras Negras se tornou um grupo popular nas comunidades negras dos EUA, devido à postura contra a violência policial, pois defendiam pessoas negras de policiais racistas e outros grupos armados como a Ku Klux Kan. Ângela militou no SNCC (Students Nonviolent Coordinating Committee - Comitê Conjunto de Não-Violência dos Estudantes) participando ativamente de Campanhas para a melhoria das condições de prisioneiros negros nos cárceres. Em agosto de 1970, quando se discutia a aprovação da lei Mulford - que proibia o porte de armas dos cidadãos nas ruas, 31 militantes dos Panteras Negras foram assistir à sessão armados. Imediatamente, aqueles favoráveis à proibição, aproveitaram-se da ocasião para acusá-los de tentar intimidar o Poder Legislativo e todos foram presos. A lei foi aprovada e Ângela Davis foi acusada de ser a mentora intelectual do ato, como também de contrabandear armas para dentro do presídio da Califórnia. . O FBI que tinha como diretor o anticomunista e segregacionista Edgard Hoover, acusou a organização Black Panthers de ser subversiva ao Governo Norte-Americano e iniciou uma intensa campanha contra a militante, classificando-a como uma das "criminosas mais perigosas dos EUA”. Rainhas Candances- Ao sul do Egito, banhado pelo Nilo, havia o Império Meroe. Era governado por uma dinastia de soberanas negras que exerciam o poder civil e militar. Imortalizadas pela história como Candaces, estas bravas guerreiras nasceram sob o signo da coragem para ocupar posição de poder e prestígio. Numa forma de conexão com as tradições matriarcais da África, reinavam sobre seu povo por direito próprio, e não na qualidade de esposas. Viviam o apogeu de uma era de esplendor e fartura, abençoadas pelo grande rio e impulsionadas pelo comércio com o Oriente Médio. A localização do império permitia um intenso intercâmbio com outros povos - hebreus, assírios, persas, gregos e indianos. Em suas terras, ricas em ferro e metais preciosos, ergueram-se pirâmides e fortalezas. Seus exércitos usavam armas de ferro e cavalaria, ferramentas e habilidades herdadas dos povos núbios, que lhes davam vantagem no campo de batalha. A idolatria daquela civilização pelos cavalos era tanta que estes animais eram enterrados junto com seus guerreiros, para servi-los por toda a eternidade. Esta imagem, misto de homem e cavalo, alcançou a Grécia, inspirando o surgimento da figura mitológica do Centauro. Na religião, cultuavam Apedemek, Deus da guerra e da vitória, representado por um homem com cabeça de leão. A prosperidade de Meroe, que deu prosseguimento ao domínio Núbio na região, atraiu a ira dos senhores do mundo, o Império Romano. Aqui tem início o episódio que marcou a história das Candaces. Líderes de um movimento de resistência contra o poderio bélico dos invasores, enfrentaram o forte exército, aliando técnicas de guerrilha e diplomacia. Uniram seu povo na luta contra o jugo romano movidas pela sede de justiça e liberdade. Após a invasão de Petronius, a Rainha Candace esperou que as tropas do general adormecessem e os surpreendeu com um ataque. Este movimento abriu a possibilidade para uma negociação diplomática, comandada pela soberana negra. O resultado foi a retirada dos soldados romanos e a demarcação do território de Meroe, devolvendo a paz ao seu povo. Assim foi escrito o mais importante episódio que marcou a nobre dinastia de guerreiras naquele império africano. Mas os exemplos de comando e resistência de bravas negras continuaram a florescer por outras eras e civilizações. Para além de seus próprios domínios, emergiu a saga das Candaces, Rainhas Mães que se fizeram deusas, reinando na crença de suas descendentes espalhadas pela Terra, porta-vozes da sua luta por toda a história. DAHIA-AL KAHINA-RAINHA KAHINA-África Lutou contra a incursão árabe em África Norte no século VII .Sob sua liderança os africanos lutaram ferozmente e dirigiram o exército árabe para o norte em Tripolitania.Embora alguns historiadores afirmem que sua luta tinha fundamentação religiosa já que era de fé hebraíca,a sua oposição sobre os árabes era nacionalista, não favoreceuos cristãos nem muçulmanos. Com sua morte em 705 houve uma longa pausa nas guerras e maioria de tentativas de conservar África para os africanos. Impediu a propagação do Islam no Sudão ocidental. Depois da sua morte , os árabes começaram a mudar a estratégia em avançar sua fé e seu poder em África. A resistência à propagação do Islam foi muito grande , tanto que algumas das esposas de reis africanos cometeram o suicídio para evitar de cair nas mãos do berberes e dos árabes, que não mostraram nenhuma compaixão aos povos que não se convertessem ao Islamismo.A Rainha Kahina foi captura e degolada pelos árabes. Hatshepsut (1503 - 1482 A.C.) Foi a quinta governante egípcia da XVIII Dinastia, filha do Faraó Tutmosis I e da rainha Ahmose. Hatshepsut subiu ao poder depois que seu pai, foi acometido de paralisia e a nomeou herdeira do trono já que era sua ajudante principal. Com o objetivo de preservar a pureza da casta, casou-se com seu meio-irmão, Tutmosis II, que tinha um filho de outra mulher.Quando Tutmosis II morreu, em 1479 a.C., seu filho, Tutmosis III, foi nomeado para o trono e Hatshepsut tornou-se regente porque o herdeiro era criança. Os dois governaram juntos até 1473 a.C., quando Hatshepsut declarou-se faraó. Vestida como homem, ela administrou a nação com total apoio do alto sacerdote de Amon, Hapuseneb, de outros religiosos e políticos do reino. Hatshepsut teve força e habilidade política para controlar o Clero de Amon, convencendo-os a ver nela a verdadeira encarnação de Amon-Ra e, sendo assim, a herdeira do trono. Ela tomou para si o cajado, o mangual, as coroas e até mesmo a barba real tornando-se a nova Faraó. A Rainha Hatshepsut, foi primeira mulher usar a Dupla Coroa, indicando a soberania sobre as duas regiões do Alto e Baixo Egito. A ascensão ao trono de Hatshepsut foi um fenômeno super importante dentro do contexto político da época,já que conseguiu usurpar o trono de Tutmés III e se tornar, com direito a todas as honras, a Faraó do Egito cargo que não deveria ser ocupado por mulheres.A faraó se manteve 22 anos no poder. Decretou o fim da guerra e fez o Egito voltar a atividades pacíficas, definiu a construção de grandes monumentos e manutenção das rotas de comércio com o exterior, que tinham sido fechadas durante o domínio dos hicsos. Realizou expedições comerciais à terra de Punt, um país situado na costa da África, ao qual se chegava pelo Mar Vermelho, provavelmente ao norte da Somália . Durante seu reinado, renasceu a expressão artística, novos tipos de escultura começaram a ser produzidos e tem início a prática de escrever os textos funerários (Livro dos Mortos) sobre papiros. Tutmés III, considerado o criador do império egípcio, viveu à sombra da mulher de espírito forte que era ao mesmo tempo sua madrasta e tia. Hatshepsut, desapareceu misteriosamente, em 1458 a.C., quando Tutmosis III liderou uma revolta para reaver seu trono faraônico. A rainha foi enterrada no mais belo monumento do Vale das Rainhas ; templo projetado pelo arquiteto do reino, Senen-Mut, grande escultor e arquiteto, que era seu ministro e seu admirador A construção é composta de três terraços, cujas paredes são adornadas com belos relevos. Algumas dessas obras ainda estão conservadas em suas cores originais. No templo de Hapshepsut em EL-Bahri de Beir, perto de Luxor no Vale dos Reis, o nascimento e a coroação da Rainha são descritos em pinturas e outros trabalhos de arte. Hatshepsut representa o poder da mulher em uma sociedade totalmente dominada por homens.(Fonte -Boletim Eparrei Online) Muitas mulheres africanas eram grandes guerreiras tendo conduzido seus exércitos em grandes batalhas como é o caso Asantewa,Rainha Mãe dos Ejisu. O século XIX foi palco de memoráveis lutas de resistência de vários povos africanos.Na África Ocidental,os guerreiros Ashanti lutaram contra a invasão inglesa ,exigiam o retorno do Rei Asantehene Premph deportado em 1896. Para os invasores, já não interessava mais o comércio de escravos, estavam interessados em colonizar a costa do ouro, onde se situa hoje Gana .Em 28 março de 1900, o governador britânico convocou uma reunião de todos os reis na cidade de Kumasi exigindo o banco de ouro , símbolo supremo da soberania e independência do povo Ashanti. Durante meses, a rainha conduziu os Ashanti para batalha, mantendo os Ingleses ilhados.Isolaram a comunicação entre os invasores ,cortando os fios do telégrafo e obstruindo as estradas de acesso até Kumasi onde os Ingleses possuíam um Forte.. Foi preciso 1.400 soldados ingleses para capturar Yaa Asantew e outros líderes . Todos foram exilados. Yaa Asantewa, morreu em 1923 longe de sua terra natal. (Fonte pesquisa Mulheres negras na Antiguidade , ed. Ivan Camionete Sertima e Gana: Uma história para as escolas preliminares, E.A. Addy) **Pan Africanismo na América do Sul Ed.Vozes-pag.152-Elisa Larkin Nascimento.
Eunice adotou o nome artístico de Nina Simone aos 20 anos, para que pudesse cantar Blues. Na época, o gênero era denominado de "música do diabo"; filha de pastor metodista, se apresentava nos cabarés de Nova Iorque, Filadélfia e Atlantic City escondida de seus pais . Nina Simone também se destacou e foi perseguida por ser negra abraçando publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou inclusive a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava. Nina costumava fazer shows no Brasil e tinha São Paulo e Rio de Janeiro no roteiro de suas apresentações. Em julho de 1997, a cantora levou mais de 35 mil pessoas ao show Música para amantes, na Praça da Paz, no Parque Ibirapuera. Na época, uma lesão na perna impedira a cantora de andar e ela acabou por cantar sem levantar da cadeira de rodas. Nina voltaria a São Paulo três anos depois, para apresentações no Via Funchal e no Bourbon Street, além de passagem pelo ATL Hall do Rio de Janeiro. Ainda no Brasil, a cantora fez participação especial no disco Maria Bethânia 25 anos (1990). Ela interpreta, junto com Bethânia, a faixa Pronta pra cantar, de Caetano Veloso. No total, Nina Simone gravou mais de 60 discos, entre produções ao vivo e de estúdio. Entrevista - Nomsa Mbatha-África do Sul – Trabalha em uma organização não governamental de Reassentamento e Desenvolvimento, que ajuda mulheres das camadas populares em questões como moradia, alfabetização, saúde, cuidados à infância. Sua mãe, Khosi KaMavuso Mbatha dirige essa organização. Nomsa é programadora de computação, estuda turismo e marketing. Mbatha em entrevistada para Eparrei resumiu a situação na África do Sul. Eparrei: Quais as mudanças na África do Sul após Mandela assumir a presidência? Em que ajudou o novo governo? Eparrei: Como está a situação das mulheres negras na África do Sul?
Jornal Eparrei: Quais os resultados desta Conferência Internacional para as mulheres sul - africanas? Eparrei: Há interesse por parte das mulheres da África do Sul num intercâmbio de experiências com mulheres negras brasileiras? Gostaria de dizer para aquelas que vivem no Brasil que nossa luta é a mais diversificada e que precisamos ser muito flexíveis mas, certamente, não pacientes. Nós somos as mães, nós temos que ter mais voz, tanto no governo como na sociedade. Endereço para contato:
Rainha de Sabá-África Há séculos que arqueólogos tentam escavar as ruínas de um colossal templo a 120 quilômetros de Sanaa, na capital do Iêmen à procura dos restos mortais da Rainha de Sabá. O santuário, chamado Mahram Bilqis, localiza-se nos arredores de Marib, capital do antigo reino de Sabá. Acredita-se encontrar ali os restos mortais da Rainha. Quase tudo o que se sabe a seu respeito está contido em treze versículos do Velho Testamento,e em alguns trechos do Corão, o livro sagrado do Islã . Sabá era conhecido como o país das mil fragrâncias; existiu por 1 800 anos e só desapareceu por volta do ano 600 da era cristã, pouco antes do advento do islamismo. Na história do povo sabeu radicado no sul da Arábia, Sabá de Biltis foi uma sábia rainha que levou seu povo à pura adoração ao Senhor.Os islâmicos a chamam de Belkis,e os etíopes de Makeda. Durante séculos, o reino controlou as rotas das caravanas que transportavam o incenso e a mirra, produtos obrigatórios nos templos da Antiguidade. O incenso que produzia era muito procurado. Em Sabá não havia miséria e seu povo era sadio e feliz. A visita da rainha ao rei Salomão em Jerusalém poderia incluir um acordo comercial com Israel, no entanto para os judeus ,sua viagem à Jerusalém tinha por finalidade conscientizar o rei Salomão a não se descuidar de sua importante missão na Terra. Com portentosa caravana real Biltis a Rainha de Sabá adentrou em Jerusalém levando muito ouro destinado ao Templo do Todo-Poderoso e uma severa advertência a Salomão, não se intimidando com a impertinência de Betsabá que temia perder a sua influência de super-mãe, para aquela estrangeira altiva e independente. “Um ser humano que só recebe, sem nada dar, põe em perigo sua felicidade e sua paz de alma! Muito provavelmente tal pessoa nascerá na pobreza, por ocasião da próxima vida terrena! Pode acontecer até que tenha de passar sua vida como mendiga!" E Biltes continuou a chamar à atenção de Salomão para não descuidar do povo do qual era regente, preparando-o para a vinda do Enviado de Deus que segundo as profecias nasceria naquele país. “- Estás enganando Salomão! O saber a respeito do Filho de Deus e o anseio de poder servir a Ele continuam vivendo nas almas, mesmo depois da morte! E esse saber e o anseio despertarão nos novos corpos terrenos, quando nascerem de novo na Terra, provavelmente na época do Enviado de Deus. Imediatamente o reconhecerão e ficarão agradecidos por lhes ser permitido servir a Ele." Esse encontro em Jerusalém teria ocorrido em 950 a.Cestá registrado na Bíblia.(primeiro livro dos Reis (Cap. 10, vers 1-13) e segundo das Crônicas (Cap. 9, vers 1-12). No Kebra Nagast, conta-se que o Rei Davi, o primeiro governante judeu do chamado Período dos Reis da história dos judeus, desposou Betsabé, uma descendente de judeus negros. O casal gerou o histórico Salomão, que sucedeu o pai e gerou um filho com a Rainha Sheba (a Rainha de Sabá), imperatriz de terras ao sul da Etiópia. Como legado ao herdeiro, Salomão confiou à Rainha um anel de diamante ornamentado com afigura do Leão de Judah.O garoto recebeu o nome de Menelik, Bayna-Lehkem ou, o "Filho do Sábio", e consta que teria visitado as terras de Israel onde conheceu seu pai e com ele foi iniciado no judaísmo. A ele o pai teria confiado a Arca da Aliança contendo os dez mandamentos dados por Moisés. Foi assim que o Reino de Davi se estabeleceu na Etiópia há três mil anos e a Dinastia, bem como o anel de diamante, atravessaram os séculos até se extinguir com a morte de haile Selassie. O império abissínio para o qual se aplicava o termo Etiópia se considera descendente do Rei Menelik, filho que Belkis com Salomão. Além dos títulos de rei dos Reis (Negus Nagast) e Senhor dos Senhores, o trono etíope agregava outros tantos atributos que reforçavam a autoridade religiosa do imperador; ele era o Leão de Judah, o Eleito de Deus, o Messias Negro.Essa dinastia reinou na Etiópia até 1974. Ainda neste século o governo do Iêmen não permitia pesquisas arqueológicas na região, não sendo admitida a entrada de estrangeiros no país, embora as ruínas de Marib, antiga capital de Sabá, se estendessem por quilômetros. Finalmente, através dos esforços do paleólogo Wendell Philips, foi dado ao mundo cientificar-se da real existência de Sabá e do esplendor de Marib, sua capital. A Rainha de Sabá da antiguidade até os dias atuais sido tema da pesquisa científica que tenta comprovar sua existência.Sua figura tem alimentado a imaginação de pintores, cineastas, historiadores .É retratada em 1512 na Pinturas de Lambert Sustris, “A Chegada da Rainha de Sabá ,e por Edward Poynter artista do no século 19”.Foi tema de filmes como Salomão e a Rainha de Sabá, dirigido em 1959 por King Vidor, e As Mil e Uma Noites, de Pier Paolo Pasolini, filmado em 1973.Boletim Eparrei Online
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