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Introdução
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Uma constelação de diamantes, já com muitos brilhantes literários Não posso deixar de externar que fui tomado e inundado por uma incomensurável força de vontade, decorrente da energia que flui de duas mulheres que são capazes de mover o mundo para concretizar sonhos: Alzira Rufino e Fátima Oliveira. Envolvi-me “de corpo e alma” com a proposta. Particularmente ganhei forças. Ganhei porque encontrei nas pessoas que visitam o site e escrevem comentários; em Alzira Rufino e Fátima Oliveira; e em todas as mulheres que co-produziram e estrelam o “Especial” a mesma vontade de realizar algo diferente e prazeroso que pudesse contribuir, ainda que mínima e pontualmente, para mudar padrões culturais racistas, também nos meios ditos literários. Jornalista Lima Coelho Em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em San Domingos, na República Dominicana, foi definido o 25 de julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Afro-caribenha, que no Brasil abreviamos para Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe, com a finalidade de construir um alerta visível para situação em que vivem as mulheres negras da América Latina e do Caribe: opressão de gênero e racial/étnica particulares e que se potencializam. Ao espanto e à alegação de “pra quê um Dia da Mulher Negra, se já existe o 8 de março, Dia Internacional da Mulher”, a resposta é simples e de certo modo até simplória. O 8 de março, de fato, simboliza um Dia Internacional da Mulher, de todas as mulheres, e até deixa nas entrelinhas que a opressão de gênero é comum a todas as mulheres. Todavia, não enfatiza a situação de opressão particular, por exemplo, das negras e das índias. Portanto, foi necessário construir uma data para simbolizar quem são as mulheres negras e como vivem sob a égide de duas opressões cruéis em sociedades machistas e racistas. Alzira Rufino/Casa de Cultura da Mulher Negra e Carlos Alberto Lima Coelho/Site Lima Coelho ** Especial Literário Dia da Mulher Negra do Site Lima Coelho Promoção: Casa da Cultura da Mulher Negra e Site Lima Coelho
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Axé, Exu! Axé, Exu! Tu que possuis a centelha da transformação, Axé, Exu! Tu que os injustos julgam demoníaco, Axé, Exu! * Nilma Bentes, agrônoma, fundadora do Cedenpa (Centro de Cultura Negra do Pará). |
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NAVEGANTE** Negro, * 28 anos, estudante, nível médio. Casa Amarela, Recife, PE |
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Gilú e os anjos** Gilú é uma dessas pessoas chamadas de diferente. Todos a chamavam de Gilú, mas o seu nome era Angelina. Contou-me que a sua mãe viu um anjo quando ela nasceu. Gilú adorava cantar e contar histórias de anjos. Ela cantava canção diferente: “Boi, boi, boi”, “Boi da cara branca brinca com a menina que só gosta de carranca” Gilú me falou de um anjo que sempre que a porta do céu ficava entreaberta,ele dava uma escapadinha pra fazer arte aqui na terra. Cantava as canções e as estórias de África que um anjo lhe contou. Gilú me contava a estória de uma anja chamada Mama Noel que não precisava de renas porque ela tinha asas. Era pretinha, bem pretinha, de cabelos com trancinhas salpicadas de contas, que usava maiô de praia, todo colorido e que adorava ensinar as crianças a fabricar seus próprios presentes. Dizia a anja que no Brasil não tinha neve e que por isso não chegavam presentes no Natal pra gente. Eu adormecia e sonhava com os anjos da Gilú. Para cada situação, um tipo com uma cor para sua aquarela de anjos. Cresci sonhando em voar alto, bem alto, com os pés no chão. Ela amava um certo anjo e pedia silêncio para que eu pudesse ouvir o barulho de suas asas no telhado, ela me dizia que um dia iria voar nas asas dele e quem sabe retornaria? Eu chorava, chorava, e ela ria. Não,daquele anjo eu não gostava, a minha terra ficava sem chão. Todos a chamavam de Gilú, mas o seu nome era Angelina. Ela não é um anjo comum, sempre que a porta do céu fica entreaberta ela dá uma escapadinha... (Para minha mãe no dia 25 de julho) * Ori Wani é nome artístico registrado de Urivani Rodrigues Carvalho Ori nascida no quilombo de Campo Formoso.Filha de Angelina Rodrigues de Carvalho, de quem herdou a arte de esculpir máscaras e bonecas de pano. Formada também em Ciências Contábeis, Especialização em Auditoria para o Terceiro Setor. Formada em Arte Educação, Especialização em Comunicação Visual /Cultura Afro e Crítica Teatral, atuou durante 12 anos na Comissão de Folclore e Artesanato da PMS da cidade de Santos. Diretora de Arte da Revista Eparrei e consultora de Comunicação Visual de várias agencias de publicidade e produtores da linguagem visual. Recebeu dezenas de prêmios pelo trabalho como Arte Educadora na Rede Estadual e Municipal de Ensino de Santos. Atua na capacitação de jovens negras da CCMN em Santos. |
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Negra** Negra, não se nega * Neusa Baptista Pinto é natural de Lençóis Paulista, São Paulo. Aos 32 anos, é jornalista e vive em Cuiabá, capital de Mato Grosso. Está iniciando sua incursão pelo mundo da literatura, tendo lançado em 2006 a obra “Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar”, que trata da auto-aceitação da criança negra. É uma das diretoras da Dois Comunicação & Idéias, empresa de assessoria de imprensa, e escreve (sempre que há tempo e inspiração) contos e minicontos. neusabaptista@hotmail.com |
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Quero um dia negro!** Silvana Conti Quero Um Dia Negro! * Licenciada em Educação Física e especialista em psicomotricidade. Coordenadora pedagógica da Escola Municipal de Ensino Fundamental Mário Quintana, bairro Restinga, Porto Alegre. . A Educação na Cidade de Porto Alegre (Instituto Popular Porto Alegre, 2004) e Relatório . Azul (Assembléia Legislativa de Porto Alegre 2002 e 2003); autora da revista Projeto . Olhares-ação para visibilidade lésbica em Porto Alegre (NUANCES, 2004). |
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VIDA NOVA PRA LUANDA... ESPERANÇA PARA ANGOLA** Coloquei os pés na Terra Africana Como afro-brasileira, Pensei na questão ambiental, Vítimas das minas pouco estavam à mostra. Muitos jovens e crianças, vagando pelas ruas sem asfalto: E como trabalham aquelas guerreiras! Os meninos, muito ágeis, se aventuram entre os carros Vende-se de tudo! É de resgate de Direitos Humanos que Angola agoniza. |
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Recado de uma mãe** Ser mãe é cuidar * Sandra de Oliveira Santos , 48 anos ,auxiliar de enfermagem e mãe de 05 filhos adolescentes. Santos, SP. |
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Você, mulher negra!** Mulher, negra, mulher negra. Era um choro sofrido, sentido, magoado. Mas havia um quê diferente naquele pranto, O tempo foi passando, e você conquistando a liberdade. Proibiram sua entrada em estabelecimentos públicos, Parece ser um sonho assim grandioso, Hoje mulher, ainda vejo seus olhos avermelhados do pranto de outrora. Chora quando seu peito aperta, Trás consigo aquele insistente nó na garganta,
* Tayná Wienne Adorno Tomás, 19 anos, ativista da Associação |
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A busca** Renovado aroma invade e Quantas velhas e jovens mãos Autor: Talita Nery* * talita.nery@yahoo.com.br |
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HERANÇA DOS DESERDADOS** O barco partiu Cada um a seu tempo
INSANA Insanos dias Nos insanos dias Nos insanos dias
* Maria Helena Vargas da Silveira (Helena do Sul), escritora negra, gaúcha, de Pelotas. |
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O problema é a cor** – Pô, pretinha. Larga isso pra lá, vem pra cá. * Campinas, SP.Autor: Aretuza Ferreira Santos |
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